OS DEZ MANDAMENTOS NA ATUALIDADE – parte 02

INTRODUÇÃO

“Vivemos numa sociedade pluralista e materialista em que os valores tradicionais vêm sendo questionados (…). A secularização da sociedade moderna não pára diante das igrejas evangélicas. Os jovens cristãos desafiam as lideranças eclesiásticas, os pais, os educadores e os valores espirituais e práticos do Cristianismo histórico. Surge, então, uma reflexão: será que ainda é possível viver de acordo com os dez mandamentos? O decálogo, como expressão clara do bem, ainda é válido para as gerações de hoje e de amanhã?” (Hans Ulrich Reifler).
Os dez mandamentos são de caráter:
•    Atual – Mt 5.18 (Deus mudou? O homem mudou?)

•    Prático – “Os dez mandamentos são tão aplicáveis hoje quanto a três mil anos para os hebreus, pois representam a expressão perfeita de quem é Deus e de como Ele quer que seu povo viva”.

•    Pessoal – Precisamos enxergar cada um dos dez mandamentos como um desafio que devemos assumir vivermos na vida pessoal e em todos os aspectos dela.

A APLICABILIDADE DOS DEZ MANDAMENTOS

1.    Uma bússola na peregrinação do deserto

O povo de Israel estava vivendo no Egito como escravo, sem leis próprias, sem orientação e sem rumo, mas Deus os trouxe ao Sinai a fim de lhe dar Suas Leis e formar a identidade daquele povo como Nação sacerdotal (Êx 19.5,6).

Hoje vivemos num mundo confuso. A maioria das pessoas não sabe definir os principais valores que norteiam suas vidas e a conseqüência disso é uma geração sem princípios. Vivemos numa sociedade volúvel e superficial.

Assim como ocorreu ao povo de Israel, Deus tem direção e propósito para essa sociedade que caminha no deserto existencial sem rumo e propósito. Os Dez Mandamentos continuam tendo para a nossa geração o mesmo valor que tinha para Israel a mais de 3 mil anos atrás. Somente um povo com valores eternos é capaz de permanecer eternamente (Nação de Israel).

É muito diferente alguém que não sabe o que está fazendo nessa vida e alguém que sabe para onde está indo. Quem tem uma direção, canaliza nela todas as suas energias.

2.    Princípios e valores verdadeiros

O Dez Mandamentos são muito mais do que um conjunto de princípios éticos para a humanidade, eles nos dão rumo e propósito na vida porque nos ensinam a olhar para os valores verdadeiramente eternos. Eles nos fazem olhar para Deus como um Deus real e único, digno de ser adorado e nos ajudam a ver a vida dos homens com algo sagrado (nossos deveres para com Deus e para com o próximo).

Os Dez Mandamentos nos ensinam a vivermos com valores! Uma vida sem valores perde o seu valor! A sua vida tem mais valor do que você imagina. Quando encontramos o valor na vida, então a nossa visão acerca de tudo muda: matrimônio, saúde, trabalho, dinheiro, serviço, missão, as pessoas etc.

3.    Divina orientação de como seguir a retidão

Toda infração ou pecado que cometemos é uma infração a algum (s) dos Dez Mandamentos. A causa de toda desgraça humana resulta da quebra desta aliança. Se a nossa sociedade seguisse os Dez Mandamentos, teríamos justiça e paz.

4.    Essência: liberdade

Os Dez mandamentos são palavras que preparam as pessoas para viver uma vida de liberdade (Dt 6.21-24). Deus havia libertado o povo do Egito e o povo não queria mais ser escravo. Um povo sem princípios eternos se torna escravo dos tiranos físicos e espirituais (internos e externos).

5.    Fruto de uma experiência com Deus

Os dez mandamentos não são resultados de uma reflexão racional, mas de uma profunda experiência com Deus:

Êxodo 34:29: “Quando desceu Moisés do monte Sinai, tendo nas mãos as duas tábuas do Testemunho, sim, quando desceu do monte, não sabia Moisés que a pele do seu rosto resplandecia, depois de haver Deus falado com ele”.

2 Coríntios 3:18: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”.

2Coríntios 3
•    Para que os mandamentos tenham um efeito transformador em nossas vidas, precisamos de uma experiência no espírito (vs.3,6).
•    Haverá uma glória superior e crescente (vs. 7-11).

1Jo 1.1-4.

A revelação é o principal aspecto para compreendermos os Dez Mandamentos. A própria palavra “Decálogo” que no grego é traduzida como ta deka rhemata, nos sugere que deve ser uma revelação transformadora (a palavra rhema).

6.    Revela o plano divino para o nosso sucesso

Deus quer que a nossa vida dê certo, por isso nos deu os Dez Mandamentos. Eles são instruções reveladoras de como podemos ser bem sucedidos em nossa relação com Ele, com a família, com o próximo, no trabalho, nas finanças, no direito de propriedade etc. Se todos nós aplicássemos o Dez Mandamentos em nossas empresas, famílias, igreja etc, nossa vida seria outra!

Dt 4.1-6

7.    Só podem ser compreendidos e cumpridos em amor

Toda a vida humana está traduzida nos Dez Mandamentos e estes, segundo Cristo, estão resumidos numa única palavra: “amor”. A grande questão é se amamos a Deus, aos seres humanos e a nós mesmos, porque o verdadeiro fundamento em nossa vida é o amor.

Sem o amor, os Mandamentos parecem vazios e sem sentido.

Mateus 22.37-40: “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.

Romanos 13.9,10: “Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.

CONCLUSÃO

Os Mandamentos do Senhor não pretendem impor sobre nós uma carga enfadonha, mas encorajar-nos a vivermos alinhados com o propósito para o qual fomos criados.

Sl 19. 8-14: “Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos. O temor do SENHOR é límpido e permanece para sempre; os juízos do SENHOR são verdadeiros e todos igualmente, justos. São mais desejáveis do que ouro, mais do que muito ouro depurado; e são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. Além disso, por eles se admoesta o teu servo; em os guardar, há grande recompensa. Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha minha e redentor meu!”.

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