Um Ministério Bem Sucedido

Texto: Mateus 20.29-34


“Saindo eles de Jericó, uma grande multidão o acompanhava. E eis que dois cegos, assentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós! Mas a multidão os repreendia para que se calassem; eles, porém, gritavam cada vez mais: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de nós! Então, parando Jesus, chamou-os e perguntou: Que quereis que eu vos faça? Responderam: Senhor, que se nos abram os olhos. Condoído, Jesus tocou-lhes os olhos, e imediatamente recuperaram a vista e o foram seguindo”.

Introdução

Quando olhamos para o ministério de Jesus, desejamos reproduzir os mesmos resultados em nossas vidas. Que posturas podemos adotar para que, assim como Mestre, desfrutemos de um ministério bem sucedido?

1º. Da multidão para o indivíduo – vs.29,30

“Saindo eles de Jericó, uma grande multidão o acompanhava. E eis que dois cegos, assentados à beira do caminho, tendo ouvido que Jesus passava, clamaram: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!”

Sonhamos com um ministério de multidões, mas não podemos enxergar as pessoas como números. Embora Jesus fosse um pregador famoso e atarefado, é fascinante pensar que Ele se voltava para cada indivíduo na sua necessidade e peculiaridade. Às vezes é fácil nos esquivarmos de algumas responsabilidades quando lidamos com a multidão, pois é mais fácil lidar com o todo do que aproximar-nos da pessoa, olhar nos olhos e ouvi-la atentamente. Aprender a valorizar o indivíduo e atender suas necessidades é um valor que não podemos perder. O Evangelho é pessoal e não podemos transformá-lo em veículo de massa. Se olharmos para a Bíblia, veremos que muitas vezes Deus tirou seus servos do meio da multidão e da notoriedade para lidar com pessoas em sua individualidade:

• Jesus e a Mulher Samaritana – João 4

• Elias e a viúva de Sarepta – 1Reis 17.8-24

• Filipe e o eunuco etíope – Atos 8.4-826-40.

2º. Pare um pouco! – vs.32

“Então, parando Jesus…”

Podemos imaginar a agitada agenda que Jesus tinha que cumprir para realizar seu ministério. Algumas vezes Ele nem conseguia descansar, tal era a pressão e a agitação provocada pelos compromissos (leia: Marcos 6.31-34; João 5.37). No entanto o Amado Salvador não se deixava levar pelas demandas ministeriais, mas sabia quando parar! Aliás, grande parte dos milagres acontecia quando Ele parava:

• Mulher do fluxo – Marcos 5.24-34

• Mulher Cananéia – Mateus 15.21-28

• Zaqueu – Lucas 19.1-10

• Cego de Jericó – Marcos 10.49

• Ressurreição do filho da viúva em Naim – Lucas 7.14

• Cura de dois cegos – Mateus 9.27-30

Quando nos deixamos levar pela agitação da vida, corremos o risco de perdemos os rumos e acabamos nos desviando do propósito de Deus. Parar significa refletir e atentar para detalhes que normalmente passam desapercebidos quando estamos correndo. Qualquer piloto de fórmula 1 sabe que algumas paradas são essenciais para continuar competindo e vencer a corrida. Todos nós precisamos de um “Pit Stop” de vez em quando para uma reparo pessoal, para reavaliarmos nossas condutas e suprirmos as necessidades das pessoas. Quando paramos um pouco, temos mais serenidade para perceber as necessidades ao nosso redor, bem como a nossa própria.

3º. Compaixão – vs.34

“Condoído Jesus…”

A compaixão deve ser o combustível das nossas vidas e ministério. Não devemos realizar as coisas pelo mero profissionalismo ou coagidos pela necessidade. Todos os milagres que Jesus realizava, tinham o pano de fundo da compaixão. Quando Ele olhava para o ser humano em seu pecado, suas doenças e mazelas, Ele se movia de íntima compaixão e manifestava o Seu toque restaurador. Precisamos olhar para o mundo que nos cerca com os óculos da compaixão. É aí onde derramaremos lágrimas, seremos movidos a agir, mas agir de forma doce e amorosa. Não posso pregar um sermão para um povo se eu não o faço movido de compaixão. Que esse ingrediente tão essencial possa transbordar em nossos corações a cada dia que nos levantamos da cama.

4º. Um toque pessoal – vs.34

“…Tocou-lhes os olhos…”

Jesus tocava cada necessitado de forma muito pessoal e ainda o faz hoje. Vivemos num mundo onde a comunicação de massa muitas vezes tem nos roubado essa característica. Não podemos esquecer que cada ser humano é uma peça única nesse mundo e que Deus deseja tocar de forma particular, pois conhece cada pessoa por seu nome e sabe todos os detalhes de suas vidas. Ministrar às necessidades das pessoas é um valor que o mundo de hoje precisa desesperadamente. Comece a ministrar de forma pessoal – aproxime-se das pessoas, abrace-as, beije-as e transmita afeto. Você verá que Jesus curará de forma sobrenatural.

Conclusão

O final do verso 34 revela o resultado dessas atitudes: “…e o foram seguindo”. Um ministério bem sucedido, que permanece e transforma os corações, gera nas pessoas o desejo de continuar seguindo a Cristo, ou seja, não fica na experiência do milagre, mas continua produzindo sede de conhecer mais e mais do caráter de Jesus.

Marcos Arrais

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