Reforma na igreja

John Walker, em seu livro “A história que não foi contada” , analizando os principais movimentos da igreja no século XX, dedica um capítulo sobre “a maior igreja do mundo”, a igreja Sul Coreana. Gostaria de reproduzir um texto de Ralph Neighbour, citado nesse livro, que trata sobre a profunda reforma que a igreja de hoje precisa passar a fim de alcançar seu máximo potencial redentivo:

E importante lembrar que toda referência à primeira pessoa no restante deste capítulo pertence a Ralph Neighbour.

Estou convencido de que a igreja tradicional ao redor do mundo está sendo gradativamente substituída por um ato de Deus. Os acontecimentos de hoje são de tal impacto quanto a grande revolução de 1517, nos dias de Martinho Lutero. Não se pode dizer que Lutero causou a primeira Reforma. Ele foi somente o fósforo que acendeu o fogo; a madeira seca já estava pronta para queimar.

Muitos historiadores têm examinado as forças que entraram em cena naquela época. A invenção da imprensa, a fervilhante impaciência com a ganância de Roma, a crescente desilusão com os sistemas filosóficos, o surgimento dos métodos científicos, tudo isto fez daquele século uma época de transição. A igreja foi reformada pela mão de Deus, a fim de prepará-la para o novo mundo que estava por vir.

O catolicismo da Idade Escura era, simplesmente, incompetente para enfrentar com sucesso o novo ambiente. A igreja reformada foi um produto da sua época. Ela enfrentou cada novo evento com o poder do alto. Na verdade, ela também não saiu totalmente dos padrões antigos, e as linhas mais conservadoras mantiveram o suficiente das velhas estruturas para queimar na fogueira aqueles que iam mais longe.

Os estilos de vida da igreja que eram tão apropriados para o período da Reforma agora são impotentes. A igreja está impotente. Ela não consegue reproduzir-se senão através dos filhos biológicos de seus membros. Tenho andado pelo mundo inteiro desde 1974 e a impotência está em todo lugar.

É tempo para a segunda Reforma. A população mundial entrou numa nova era sem precedentes em toda a história da raça humana. As mudanças chegam cada vez mais rápidas e a igreja se torna cada vez mais irrelevante para enfrentar estas mudanças com sucesso.

Cidades com um milhão de pessoas surgirão durante os próximos 20 anos em toda a face da terra. De que maneira poderão ser alcançadas para Cristo? Com certeza, não será através da implantação de igrejas como as que conhecemos hoje! Por isso, Deus está simplesmente ignorando as grandes estruturas religiosas e aqueles que precisam preservá-las para ganhar a vida.

Estou agora com 62 anos e venho, há anos, sentindo-me como aqueles homens nos Evangelhos que queriam estar vivos para verem o Messias com seus próprios olhos. Estou ansioso por ver a nova igreja com toda a sua glória antes que eu vá para a Glória. Louvado seja Deus, ela está aqui! Ele já lançou uma nova forma de vida na igreja chamada a “igreja de grupos celulares”. Neste ponto onde estamos agora, ela ai está pura o bastante para alcançar a população cada vez mais numerosa dos nossos dias.

Se quisermos ficar abertos a este novo conceito de estrutura da igreja, devemos, em primeiro lugar, com grande amor e carinho, examinar o estilo de vida das igrejas tradicionais que todos nós conhecemos desde a infância, e descobriremos que estão em falta. Ou, para ser mais claro, o Espírito Santo as considera em falta. Repito: devemos fazer esta avaliação com sensibilidade e compaixão, da mesma forma que um médico examina um velho amigo que tem uma doença em estágio terminal. Com tristeza, choro como fez Jeremias por sua amada Israel, quando escrevo a respeito da igreja tradicional. Procuro afastar-me daqueles que transbordam de ira e crítica contra ela. Este espírito negativo nunca fará parte daquilo que estamos falando. Seus motivos não são puros o suficiente para que o Espírito de Deus os abençoe.

Se usarmos a igreja do Novo Testamento como parâmetro para avaliar as congregações de hoje, logo veremos a que distância nos afastamos do ponto onde começamos. Este tipo de estudo também explicará por que o “igrejismo” de hoje está pouco a pouco morrendo de sua própria doença terminal, diagnosticada como o letal “Modelo Baseado em Programas”. Por outro lado, se olharmos ao nosso redor, observaremos que o Espírito Santo está começando a fazer em nossa geração para levantar a formosa Noiva de Cristo em sua forma mais apropriada, uma igreja capaz de alcançar os bilhões de recém-nascidos desta geração. Para distinguir entre a igreja tradicional como nós a temos conhecido estas novas formas de vida, nós chamaremos estas últimas de “Igrejas Grupos Celulares”.

Elas estão crescendo como cogumelos num solo fértil numa noite escura. Um estudioso da igreja, residente em Nashville, estima que número dessas novas e inovadoras igrejas de grupos celulares chega aos milhares somente na América do Norte. Em 1979 só havia um númeropequeno delas. São frutos recentes da ação do Espírito. São odres novos, e contêm o vinho novo, o vinho da ação de Deus num mundo que precisamos levar aos pés de Jesus, à medida que ministramos a esta geração.

características da igreja tradicional

(Estamos usando o termo “tradicional” num sentido mais amplo do que o costumeiro, pois não estamos nos referindo apenas às igrejas que não aceitam o batismo no Espírito, mas a todas — presbiterianas, pentecostais, carismáticas, congregacionais, batistas, independentes — que têm uma estrutura baseada em programas. Isto engloba todas as igrejas, com exceção apenas das que são baseadas em grupos celulares).

A igreja tradicional, que consiste de um prédio, um pastor e um rebanho reunido a partir de uma “área paroquial”, tem claros limites de crescimento. Toda igreja alcança seu pico máximo em determinado ponto. Um terço de todas as igrejas tradicionais do mundo hoje tem, como seu pico máximo, 50 membros. Um outro terço pára de crescer quando chega a 150 membros. Vinte e oito por cento param de crescer quando atingem 350 membros. Somente cinco por cento crescem mais do que isto e conseguem chegar a 1.000 ou 2.000 membros.

Uma estrutura baseada em programas, num prédio e na personalidade carismática de um líder torna impossível o crescimento além um certo limite. A igreja só assimila novos membros à medida que membros antigos se mudam ou saem da igreja por outro motivo e assim vagas são abertas para que a força magnética do centro atraia e segure novas pessoas. As igrejas que crescem até atingir 1.000 ou mais membros possuem a mesma estrutura das menores — a única diferença é que seus pastores são super-administradores e conseguem multiplicar a força magnética do centro por administrar uma equipe grande de outros ministérios de tempo integral. Isto aumenta a capacidade de crescimento da igreja, mas continua com um limite máximo que acaba provocando estagnação.

É triste mas é verdade: a estrutura da igreja que foi duplicada continuamente neste século está se mostrando totalmente ineficiente! Os prédios estão vazios a maior parte da semana. Os membros não estão preparados para ministrar às pessoas necessitadas. Tudo está centralizado Nas atividades dentro dos templos.Resumindo: O conceito do M.B.P. (Modelo Baseado em Programas) não edifica as pessoas no fundamento de Cristo; ele só edifica programas. Presume-se que os programas são necessários para edificar as pessoas, mas eles simplesmente não alcançam este objetivo!

A primeira coisa que uma igreja M.B.P. procura são Especialistas para dirigir os diferentes programas da igreja. Mesmo os grupos menores buscam um Pastor Especialista que possa vir e pregar, ensinar, aconselhar, levantar as ofertas, administrar os gastos, ganhar os perdidos e administrar eficientemente o programa da igreja. Ele não é visto, particularmente, como alguém cuja função seja a de “equipar os santos para a obra do ministério” e sim como o ministro. Ele faz as coisas que os pastores profissionais fazem. Ele prega, faz casamentos, funerais, visita os doentes nos hospitais, faz chamadas de cortesia para os mais velhos, consulta os diáconos ou presbíteros e, conforme o tamanho da igreja, supervisiona a equipe pastoral. Ele é a primeira vítima da igreja M.B.P. Juntamente com sua família, ele se mudará para novos “campos” de tempos em tempos, sempre buscando uma igreja mais responsiva ao cumprimento do seu desejo de alcançar os perdidos.

Assim sendo, mesmo querendo alcançar os perdidos, ele não tem tempo para conhecer muitos deles. Menos de cinco em cada cem pastores (ou missionários no estrangeiro) que seguem o sistema M.B.P. têm ao menos três incrédulos autênticos como seus amigos íntimos. Não há tempo suficiente em sua semana atarefada para conhecer o ímpio. A congregação inteira pode, portanto, presumir que cultivar almas não convertidas não é uma prioridade tão importante para a vida cristã, visto que seu próprio líder nunca produz um convertido, a não ser do seu ministério de púlpito. Diante deste exemplo, eles também se ocupam com o ativismo da igreja.

Com poucas ou nenhuma exceção, os Especialistas (o presidente da escola dominical, o presidente da mocidade, o líder dos adolescentes, o dirigente do louvor, o/a regente do coral, a presidente da sociedade de senhoras) representam não mais de 15% do número total de membros. Espera-se do resto dos membros que assistam às muitas reuniões que foram programadas para eles.

Isto traz à tona o próximo problema do M.B.P.: a alta porcentagem dos membros inativos. A despeito das muitas programações, ser simplesmente um participante passivo perde o seu sabor depois de algum tempo. Metade dos inativos freqüentam as reuniões mais ou menos uma vez por mês e a outra metade nem vem.

Os membros mais zelosos que não conseguem achar uma função na igreja, ou aprendem a ficar passivos, ou saem procurando outra igreja, onde possam fazer parte dos privilegiados 10 ou 15%. Qualquer firma, maquina ou motor que utilizasse apenas 15% do seu potencial, rapidamente iria a falência ou fundiria, mas a igreja continua tranqüilamente como se isso fosse normal.

Pior de tudo, a vida na igreja M.B.P. não proporciona a tão importante koinonia ou a “amizade” necessária para criar uma verdadeira imunidade, estilos de vida onde as pessoas edificam umas às outras.  (…)

Não há, literalmente, tempo nem lugar numa igreja M.B.P. para apoio para as pessoas se tornem íntimas umas das outras. Os programas afastam os membros uns dos outros. Quando eles se encontram é no cenário neutro de um templo. Cada encontro é cuidadosamente programado: há um ensaio de coral, uma lição bíblica a ser estudada, um orçamento a ser preparado. Unir-se em amor e compromisso não é possível. Não há comunidade na estrutura da igreja M.B.P. Aqueles que se esforçam para produzi-la têm que fazê-lo a despeito das programações da organização e ainda ficam sujeitos à crítica por não estarem cooperando o suficiente com o programa da igreja.

Mesmo que alguns consigam ignorar as questões anteriores, esta de não viver em verdadeira comunidade é totalmente não bíblica, completamente indefensável e tragicamente indesculpável! A destruição da vida em comunidade pelo sistema M.B.P. é algo que entristece profundamente o Espírito Santo.

Diante desta situação nas igrejas, a ênfase na mensagem do evangelho tem sido sutilmente modificada. Com pouco de substancial para oferecer ao descrente no “aqui e agora”, os programas mais populares para treinar os cristãos no evangelismo claramente enfatizam as vantagens do cristão que virão após a morte! Será que não temos nada para oferecer ao mundo entre agora e a eternidade? Nesta geração, mais do que nunca, este tipo de evangelismo não é apropriado, pois o povo hoje está muito mais interessado em aprender como “curtir a vida” do que em como passarão a eternidade.

Mesmo que não levássemos em consideração nenhuma das questões levantadas acima, existe mais uma que deveria causar-nos séria preocupação. Esta questão é a falta de capacidade da igreja atual para um crescimento numérico significativo. A igreja precisa de uma reforma radical em sua teologia e estrutura, se pretende ter alguma relevância na sociedade do século XXI.

A explosão demográfica mundial ilustra bem a situação de mudanças drásticas que atravessamos hoje. Levou o tempo transcorrido desde o princípio do mundo até 1800 para a população mundial chegar a 1 bilhão de pessoas. Depois gastou mais 100 anos (1900) para atingir 2 bilhões. Hoje a população, menos de 100 anos depois, já atingiu 5 bilhões. No ano 2000 deve chegar a 6 bilhões e no ano 2025 deve ser de aproximadamente 10 bilhões.

O que podemos concluir a partir destes fatos? Mesmo que a igreja cresça numericamente, se não acompanhar a velocidade do crescimento demográfico, ela se tornará cada vez mais insignificante e marginalizada na sociedade. Se quiser uma previsão de como será uma sociedade onde a religião é irrelevante, basta examinar a situação na Nova Zelândia e na Austrália, onde apenas 10% da população freqüenta alguma igreja, ou na Inglaterra, onde centenas de prédios de igrejas estão ociosos. A estrutura e filosofia da igreja hoje são incapazes de prepará-la para a grande colheita de almas que virá nos últimos dias (Ap 14:14-16).

características das igrejas de grupos celulares

Igrejas de grupos celulares têm surgido no mundo inteiro nos últimos 10 anos. Elas possuem aspectos importantes dos odres novos e têm surgido nas mais diversas culturas e países (Coréia do Sul, Cingapura, Tailândia, África, América Latina e outros lugares). Geralmente, os líderes dessas igrejas bem-sucedidas não começaram por copiarem o modelo ou a estratégia de outros. Independentemente uns dos outros, ouviram de Deus e colocaram em prática o que ouviram. Porém, apesar das diferenças normais de cultura e ênfase, é surpreendente a semelhança de estrutura básica que existe entre elas. Observaremos agora algumas das vantagens deste tipo de estrutura de igreja:

Crescimento – Todas as vinte ou mais igrejas no mundo que possuem mais de 40.000 membros são igrejas de grupos celulares. As maiores igrejas do modelo M.B.P. são apenas duas que atingiram 10.000, mas a vasta maioria estaciona em picos muito mais baixos.

De longe, a igreja de grupos celulares mais famosa é a de Cho que tem hoje mais de 700.000 membros. Nos últimos nove anos ela manteve uma média de crescimento de 140 membros por dia. Entretanto, se esta igreja fosse a única de grupos celulares em Seul que tivesse tal cresci­mento, poderíamos afirmar que a causa do crescimento não seria a estrutura, e sim a personalidade dinâmica do pastor. Mas este não é o caso. Há dezenas de outras igrejas que usam esta estrutura e todas estão crescendo numa velocidade surpreendente. Hoje, as duas maiores igrejas presbiterianas do mundo, juntamente com a maior congregação metodista do mundo, são igrejas de grupos celulares em Seul (variam entre 70.000 e 120.000 membros). Aprenderam a estrutura de células com Cho e estão crescendo muito mais do que as outras igrejas coreanas que não adotam esta estrutura.

À noite a silhueta de Seul brilha com as cruzes de néon que destacam as milhares de igrejas evangélicas que existem na cidade! Um pastor presbiteriano me disse que a maioria daquelas cruzes pertence a igrejas pequenas com menos de cinqüenta membros e que nunca crescem mais do que isto. Aqueles que procuram atribuir o crescimento fantástico das igrejas de grupos celulares na Coréia do Sul a causas culturais ou históricas precisam levar em consideração que a maioria das igrejas lá não estão crescendo desta forma. A diferença é bem clara: quando todos os crentes são equipados e envolvidos no ministério, há uma diferença radical entre eles e as igrejas tradicionais por perto em termos de crescimento.

Eficiência – Pelo fato de colocar as pessoas em grupos pequenos de 8 a 15 membros e de ensiná-las a considerar as reuniões destes grupos como sendo as mais importantes da semana, a igreja de grupo celulares consegue atingir 100% de eficiência. Isto significa que, em vez de apenas 10 a 15% do membros serem ativos, como é o caso na igreja tradicional, na estrutura de grupos celulares todos os membros funcionam. O grupo entende que, começando com 3 a 8 membros e um prazo de nove a doze meses, espera-se que atinja um total de 15 pessoas e seja subdividida em dois novos grupos para recomeçar o processo. Além disso, as pessoas sabem que não estão ali para esperar passivamente a direção de algum profissional do clero, mas que devem ministrar às necessidades umas das outras e, desta forma, crescer espiritualmente e começar a alcançar os incrédulos.

Comunhão – A maioria das pessoas não consegue sentir-se intimamente ligada a outras a não ser que façam parte de uma estrutura celular. E nos grupos pequenos que é possível sair da formalidade e impessoalidade para realmente tocar uns nos outros. Os recursos sobrenaturais presentes na Palavra e no Espírito somente conseguem encaixar nas engrenagens de nossas vidas e movê-las na direção certa, quando estamos num ambiente onde é possível haver transparência e intimidade. Todo evangelismo que não se basear na verdadeira comunhão entre os crentes é apenas um “marketing” vazio, pois como podemos “vender” um produto para os outros que não está servindo nem para nós mesmos? Há um anseio no mundo por realidade e verdadeira amizade, e se conseguimos construir isto em nossas células, teremos um ambiente atraente para os descrentes entrarem e encontrarem Jesus como solução para suas necessidades.

Comunidade – A comunhão nas reuniões da célula precisa levar à amizade e ao relacionamento fora das reuniões e isto por sua vez deve levar a uma vida prática de boas obras para atingir o mundo. Se isto não acontecer, a comunhão nas reuniões será apenas uma representação de amor e não uma realidade. Geralmente, nos grupos celulares, o maior projeto é alcançar os amigos descrentes, e através de oração e cooperação uns com os outros neste projeto, fortes amizades e relacionamentos são edificados.

Evangelismo – Se a igreja não tem preocupação com o mundo, ela rstá em decadência. O alvo da vida da igreja deve ser manifestar a glória de Jesus através da sua vida em comunidade “para que o mundo creia” (Jo 17:20-26). A árvore que não der fruto será cortada (Lc 13:6-9). Comunhão entre os crentes que não visa alcançar o mundo é egoísta, doentia e estéril. As Células penetram os bairros e vilas das cidades de formas profundamente pessoais que seriam impossíveis para igrejas tradicionais jue se reúnem a maior parte do tempo nos templos. Em vez de ter apenas’ im prédio numa área da cidade, a igreja de grupos celulares tem centenas ie “focos de luz” espalhadas por toda parte da cidade. Estas reuniões são freqüentemente vistas com curiosidade e interesse pelos vizinhos. Por exemplo, quando servi como missionário no Vietnã, bastava começarmos a cantar num dos lares dos membros para encher a sala de vizinhos curiosos. Além disto, o fato de o evangelho ser pregado por leigos e não por profissionais faz com que a mensagem seja recebida com muito mais abertura e confiança.

Flexibilidade – Outro fator importante no evangelismo dos grupos celulares é que os tipos de ministérios práticos podem ser planejados para solucionar necessidades específicas das pessoas de cada bairro. Ministrando às necessidades financeiras, de saúde ou de crise em relacionamentos, formam-se amizades com os descrentes e um caminho para o evangelho é aberto.

Multiplicação de Liderança – Pela estratégia de sempre dividir e subdividir em grupos pequenos, há chance para muitos entrarem em treinamento como líderes. Cada grupo tem um líder e um co-líder, e quando o grupo é dividido, o co-líder se torna líder e os dois escolhem i mtros como co-líderes. Em todo o processo, há ampla oportunidade para ministrar a outros e, ao mesmo tempo, ter a supervisão e o aconselhamento de pessoas mais maduras. Isto faz com que a liderança se multiplique na mesma velocidade que o crescimento numérico e assim há uma estrutura sempre suficiente para acolher os novos convertidos. Como a ênfase é em grupos pequenos, não há necessidade de o líder ser um mestre na palavra ou um excelente orador. Isto abre a porta para muitos entrarem em ação e se sentirem desafiados a se doarem aos outros.

conclusão

A estrutura certa não resolve tudo, pois você pode ter uma estrutura certa cheia de cristãos carnais e nada vai funcionar. Outros aspectos, como avivamento, oração e reforma doutrinária são de importância fundamental. Por outro lado, não adianta esperar avivamento passivamente, se a nossa estrutura de igreja e reuniões não está permitindo que usemos ao máximo o nível de vida e unção que já possuímos. Se levantarmos uma estrutura que canaliza em direção ao mundo o amor e unção que já existem nos membros, haverá muito mais sentido para o avivamento. Com odres novos, o vinho novo será derramado.Terminando, gostaríamos de repetir mais uma vez o alerta que o Dr. Neighbour aprendeu a duras penas. Há um mundo de diferença entre uma igreja de grupos celulares e uma igreja com grupos celulares. A primeira passou por uma reforma radical em toda a sua teologia e estrutura, e baseia-se nos grupos como foco central de sua vida e alcance evangelístico. A segunda continua normalmente na direção que vinha seguindo, mas acrescenta a idéia dos grupos como mais uma atividade interessante para incentivar o evangelismo. As lições duras da experiência de Neighbour e de muitos outros devem ensinar-nos a não seguir esta última alternativa, pois apenas produzirá confusão e frustração.

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