A Tríplice Missão da Igreja

A busca da integralidade da Igreja é um objetivo que nos desafia a séculos. Entender a sua natureza e propósito é permitir que desempenhemos nossa função tridimensional.

Primeira dimensão: Adoração. Aqui está o papel número um do povo de Deus: oferecer-lhe sacrifícios vivos e agradáveis: “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1Pedro 2.5). É no desempenho de seu papel adorador que a Igreja encontra sua missão em nível de maior transcendência. A Igreja executa o seu verdadeiro sacerdócio quando ela entra nos Santo dos Santos a fim de ministrar à santidade e à majestade do Criador. Somente ela desempenha o papel da verdadeira adoração, uma vez que esta só pode acontecer quando é feita em “espírito” e em “verdade” (Jo 4.24). Adorar a Deus é reconhecê-lO em todos os Seus atributos, como o amor, santidade, eternidade, poder absoluto etc e refletir essas qualidades. Quando a Igreja perde essa dimensão, torna-se uma organização fria, morta e institucionalizada. Mas à medida em que a busca e nela flui, então os rios de vida começam a jorrar de seu ser, liberando a própria vida de Deus.

Segunda dimensão: Comunhão. Uma marca de suma importância entre o povo de Deus é a marca relacional. O Novo Testamento usa a palavra “koinonia” para expressar a maneira como os cristãos se relacionam uns com os outros. Esse relacionamento deve acontecer de forma sincera, transparente e sadia, buscando o bem do outro e edificando-o enquanto caminhamos juntos. Por meio da comunhão expressamos uns aos outros o amor do Pai que é derramado sobre os filhos por meio do Espírito Santo (Romanos 5.5). Viver esse amor uns para com os outros, nos caracteriza como verdadeiros filhos de Deus e é evidência de que nascemos de novo, uma vez que ser cristão é buscar vivenciar e manifestar o caráter do Salvador enquanto andamos juntos. Na comunhão nos aperfeiçoamos e nos fortalecemos, pois estamos ligados à única Videira Verdadeira (João 15).

Terceira dimensão: Evangelização. Aqui encontramos o nosso papel proclamador, uma vez que somos chamados a comunicar as grandezas de Deus (1Pedro 2.9). A Igreja não pode se fechar em torno de seus próprios muros dogmáticos e denominacionais, desprezando aqueles que hoje caminham para o inferno. Precisamos compreender os mecanismos da cultura em que vivemos a fim de identificar as necessidades do nosso campo de trabalho. Desenvolver formas e estruturas contemporâneas de evangelização constitui-se num desafio de vital importância para a expansão do Reino. Precisamos rever nossos métodos de trabalho e francamente considerar se temos sido efetivos no alcance dos perdidos ou se estamos insistindo em estruturas arcaicas para mantermos uma tradição que mais amarra do que auxilia. Romper com paradigmas é fundamental para avançarmos na evangelização.

Só uma Igreja tridimensional é capaz de desempenhar sua função de forma efetiva em todas as eras. Para tanto, precisamos rever o Novo Testamento à luz dessa perspectiva e examinar as bases em que fomos fundamentados, bem como os princípios que nos abalizam e que servem para qualquer época. Uma Igreja triunfante edifica-se a si mesma em amor, enquanto adora a Deus e expande sua esfera de ação para todas as direções. Convidamos você a estar conosco na busca de resgatarmos nossa tríplice missão.

Um afetuoso abraço,

Marcos Arrais

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